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Literatura Nerd

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Bawler
Tá difícil ler sem os parágrafos separados. q ri
E tá hilária, porém você engoliu algumas letrinhas etc.
Dragvon
Não sei se é por causa da formatação, mas fiquei meio perdido na leitura.
[Luanny]
Gibe parágrafos
JhowM
não consegui ler a primeira linha
DJ Angel
what
Blodia Vulcan
"nerd'
K3nsh1n_H1mur4

RINIYARESU KAIO wrote:

“Só pode ser algum tipo de spam.”

Enquanto o diretor do setor de finanças desmembrava todos os gastos e ganhos dos últimos meses o sr. Cougar não conseguia se concentrar. Sabia todas aquelas informações de cor, mas seu velho pai sempre lhe dizia que a atenção era a parte mais importante para gerenciar qualquer tipo de negocio. Por isso sempre deixava seus problemas pessoais em casa, mas nessa terça feira chuvosa algo havia chamado sua atenção.

Anthony Cougar, 43 anos. Típico homem de negócios. Graças aos seus esforços a firma fundada por seu pai se tornou uma importante firma de consultoria de engenharia. Casado há doze anos não teve filhos devido a um problema de saúde de sua mulher. O fato de não terem filhos permitiam aos dois ter um estilo de vida mais livre, sem as preocupações que uma criança pequena daria.

Como de costume, ainda na mesa do café, ele gastava meia hora para verificar seus e-mails. E-mails de trabalho, os pessoais ele verificava no fim do expediente ou quando chegava em casa. Normalmente havia ao menos uma dezena de e-mails de fornecedores e funcionários, mas nessa terça feira havia apenas um. Estranhamente o remetente era seu e-mail pessoal. Ele não se lembrava de ter mandado um e-mail para si mesmo. Devia ser uma brincadeira de algum familiar, mas nem sua mulher sabia seu e-mail do trabalho. Devia ser algum spam. Mas se fosse, porque não foi encaminhado para a lixeira junto com anúncios de casas na praia e remédios que aumentariam eu pênis? Percebeu que estava atrasado, mas antes de deletar o estranho e-mail ele repara no titulo dele “Tá na hora de brincar, pequena cópia perfeita.” Por um breve momento ele se lembra. O balanço. O rio. Uma ponta da corda presa no galho do carvalho. O corpo no rio. Seus braços e pernas dobrados em ângulos estranhos. O sangue tingindo a agua limpa do rio. Aquele sangue, os braços e pernas são iguais aos seus. É o seu sangue que tinge o rio. São os seus olhos que fitam o verdadeiro culpado.

¬―Você está bem, Tony?

O chamado de sua mulher o trás de volta a realidade. A visão daquele longo cabelo loiro o faz esquecer o que estava pensando. O e-mail foi deletado.
Passa a mão sobre a testa e percebe que está suando apesar de estar fazendo frio. Resolve tomar outro banho antes de ir para o escritório. Queria que aquelas memorias fossem deletadas. Mas elas sempre estariam ali, não importando quantos banhos tomasse ou quantos terapeutas visitasse. Haveria sempre o sangue, os fiapos da corda balançando ao vento. Haveria sempre o outro eu.

―Algo a acrescentar, sr. Cougar?

A reunião acabou. Agora todos o fitam esperando mais algumas palavras para darem a reunião por encerrada.

―Se vocês realmente ouviram o que o sr. Johnson disse não há mais nada a dizer. Se levantou, observou a surpresa no rosto de todos e foi embora.

Quando deu por si já estava em seu escritório. No canto norte do ultimo andar da sede da empresa, seu escritório, assim como o prédio de três andares, era simples, mas muito aconchegante. Ladeado por grandes janelas, o prédio era bem iluminado ao contrario (da cova onde meu outro eu está) do barracão onde seu pai havia começado a firma há quase 40 anos. Terminada a reunião não teria mais nada de importante para fazer pelo resto do dia, a não ser uma reunião com um fornecedor perto do fim do expediente. Arrastou sua cadeira para perto da janela, ascendeu um cigarro e ficou admirando a paisagem, hoje tomada por prédios, mas, quando inaugurou a nova sede há 10 anos aquele bairro era totalmente vazio. Olha para baixo e vê seu Mercury Cougar preto estacionado. Poderia pagar qualquer um para ter o carro pronto imediatamente, mas o estava montando sozinho em suas folgas. Lembrava-se do pai se vangloriando por ter ganhado um processo na justiça e a Ford seria obrigada a pagar para usar o sobrenome da família. É verdade que foi pouco dinheiro, mas ele sempre ria quando o pai comentava na mesa de jantar ou durante uma reunião de família: “Ei, já falei pra vocês da vez que ganhei um processo em cima do grande Henry Ford II?”

A reunião com o fornecedor foi rápida e, como havia alguns minutos livres, resolveu conferir seus e-mails pessoais no trabalho. Aquilo era só um spam. Quando vê o e-mail no topo da lista ele não acredita no que vê. Se ouvisse falar de algum caso parecido, iria achar que era mentira. Mas as letras gravadas no monitor não deixavam duvidas. O remetente era seu e-mail do trabalho. O titulo estava gravado em seus olhos “É a segunda vez que você me exclui da sua vida. Não faça mais isso, tá?”

O sangue. O pneu descendo a correnteza. O grito e o som de osso quebrando.

O prédio já está vazio. Ninguém pode ouvir seus gritos.
^ Parágrafos

Interessante, pena que é um tema que foi brilhantemente usado por um dos autores mais fodas da atualidade.



Mas tente abordar outro tema, quem sabe. E "ascender" =/= "acender".
lSolar_old
amei a histolia
Bittersweet
A Metade Negra <3
Hamuko
Parei de ler em "tb"
GojiroBR
Bela propaganda.
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RINIYARESU KAIO

k3nsh1n_H1mur4 wrote:

RINIYARESU KAIO wrote:

“Só pode ser algum tipo de spam.”

Enquanto o diretor do setor de finanças desmembrava todos os gastos e ganhos dos últimos meses o sr. Cougar não conseguia se concentrar. Sabia todas aquelas informações de cor, mas seu velho pai sempre lhe dizia que a atenção era a parte mais importante para gerenciar qualquer tipo de negocio. Por isso sempre deixava seus problemas pessoais em casa, mas nessa terça feira chuvosa algo havia chamado sua atenção.

Anthony Cougar, 43 anos. Típico homem de negócios. Graças aos seus esforços a firma fundada por seu pai se tornou uma importante firma de consultoria de engenharia. Casado há doze anos não teve filhos devido a um problema de saúde de sua mulher. O fato de não terem filhos permitiam aos dois ter um estilo de vida mais livre, sem as preocupações que uma criança pequena daria.

Como de costume, ainda na mesa do café, ele gastava meia hora para verificar seus e-mails. E-mails de trabalho, os pessoais ele verificava no fim do expediente ou quando chegava em casa. Normalmente havia ao menos uma dezena de e-mails de fornecedores e funcionários, mas nessa terça feira havia apenas um. Estranhamente o remetente era seu e-mail pessoal. Ele não se lembrava de ter mandado um e-mail para si mesmo. Devia ser uma brincadeira de algum familiar, mas nem sua mulher sabia seu e-mail do trabalho. Devia ser algum spam. Mas se fosse, porque não foi encaminhado para a lixeira junto com anúncios de casas na praia e remédios que aumentariam eu pênis? Percebeu que estava atrasado, mas antes de deletar o estranho e-mail ele repara no titulo dele “Tá na hora de brincar, pequena cópia perfeita.” Por um breve momento ele se lembra. O balanço. O rio. Uma ponta da corda presa no galho do carvalho. O corpo no rio. Seus braços e pernas dobrados em ângulos estranhos. O sangue tingindo a agua limpa do rio. Aquele sangue, os braços e pernas são iguais aos seus. É o seu sangue que tinge o rio. São os seus olhos que fitam o verdadeiro culpado.

¬―Você está bem, Tony?

O chamado de sua mulher o trás de volta a realidade. A visão daquele longo cabelo loiro o faz esquecer o que estava pensando. O e-mail foi deletado.
Passa a mão sobre a testa e percebe que está suando apesar de estar fazendo frio. Resolve tomar outro banho antes de ir para o escritório. Queria que aquelas memorias fossem deletadas. Mas elas sempre estariam ali, não importando quantos banhos tomasse ou quantos terapeutas visitasse. Haveria sempre o sangue, os fiapos da corda balançando ao vento. Haveria sempre o outro eu.

―Algo a acrescentar, sr. Cougar?

A reunião acabou. Agora todos o fitam esperando mais algumas palavras para darem a reunião por encerrada.

―Se vocês realmente ouviram o que o sr. Johnson disse não há mais nada a dizer. Se levantou, observou a surpresa no rosto de todos e foi embora.

Quando deu por si já estava em seu escritório. No canto norte do ultimo andar da sede da empresa, seu escritório, assim como o prédio de três andares, era simples, mas muito aconchegante. Ladeado por grandes janelas, o prédio era bem iluminado ao contrario (da cova onde meu outro eu está) do barracão onde seu pai havia começado a firma há quase 40 anos. Terminada a reunião não teria mais nada de importante para fazer pelo resto do dia, a não ser uma reunião com um fornecedor perto do fim do expediente. Arrastou sua cadeira para perto da janela, ascendeu um cigarro e ficou admirando a paisagem, hoje tomada por prédios, mas, quando inaugurou a nova sede há 10 anos aquele bairro era totalmente vazio. Olha para baixo e vê seu Mercury Cougar preto estacionado. Poderia pagar qualquer um para ter o carro pronto imediatamente, mas o estava montando sozinho em suas folgas. Lembrava-se do pai se vangloriando por ter ganhado um processo na justiça e a Ford seria obrigada a pagar para usar o sobrenome da família. É verdade que foi pouco dinheiro, mas ele sempre ria quando o pai comentava na mesa de jantar ou durante uma reunião de família: “Ei, já falei pra vocês da vez que ganhei um processo em cima do grande Henry Ford II?”

A reunião com o fornecedor foi rápida e, como havia alguns minutos livres, resolveu conferir seus e-mails pessoais no trabalho. Aquilo era só um spam. Quando vê o e-mail no topo da lista ele não acredita no que vê. Se ouvisse falar de algum caso parecido, iria achar que era mentira. Mas as letras gravadas no monitor não deixavam duvidas. O remetente era seu e-mail do trabalho. O titulo estava gravado em seus olhos “É a segunda vez que você me exclui da sua vida. Não faça mais isso, tá?”

O sangue. O pneu descendo a correnteza. O grito e o som de osso quebrando.

O prédio já está vazio. Ninguém pode ouvir seus gritos.
^ Parágrafos

Interessante, pena que é um tema que foi brilhantemente usado por um dos autores mais fodas da atualidade.



Mas tente abordar outro tema, quem sabe. E "ascender" =/= "acender".
Já tinha ouvida falar desse livro em algum lugar. Ele é bom?
A história não acaba ai. Na proxima vou separar os paragrafos.
O que você acha de uma história sobre uma nação latino amaricana que é usada pela Alemanha nazista como campo de prova para a criação de super soldados?
Bittersweet
O livro é ótimo. Só o nome do King já é pré-recomendação, na minha opinião.

Mas sobre o tópico, eu não acho que tenha gente realmente interessada nisso aqui, e mesmo que tenha, acho que você podia arrumar um jeito melhor que as paredes de texto. Como fazer um blog pra você mesmo e upar os "capitulos" ou títulos lá, e postar no primeiro post os links pros capitulos> Assim fica melhor organizado e facilita pra todo mundo, seja quem quer ler ou quem nao quer.
[Luanny]
Ah, eu ao menos me interessei, hm.
É algum conteúdo pra esse fórum ;D
Topic Starter
RINIYARESU KAIO
Spam Emocional #2

Era seu quinto cigarro do dia. Nunca teve vontade desenfreada em fumar. Uma cartela de cigarro chegava há durar um mês em seu bolso sem nem ao menos ser aberta. Mas agora, sentado no banco do motorista de seu Mercury sentia um prazer imensurável ao tragar aquela fumaça toxica. Como se a fumaça invadindo seus pulmões expulsasse o

(sangue e água dos pulmões)

que havia visto.

Joga a bituca do cigarro pela janela. Agora está mais calmo. Começa a manobrar o carro para sair do estacionamento já deserto. Rodridez, o porteiro, já foi embora por isso tem que abrir o portão. Chegaria em casa em 15 minutos. 10 se não se preocupasse com semáforos e limites de velocidade.

Acende outro cigarro enquanto os largos pneus traseiros deixam faixas negras no chão. As ruas daquele bairro comercial eram desertas há essa hora, poderia testar do que o carro era capaz. Dobra a esquerda no fim da rua e toma um atalho. Chegaria em casa mais cedo. Alice estaria lá para reconforta-lo. A fumaça do cigarro bate em seus olhos. “Droga, sabia que não devia fumar dirigindo.” No segundo em que seus olhos estão fechados ele sente a batida. O inconfundível som de metais se chocando e de algo caindo no cascalho da viela. Para imediatamente e vê uma bicicleta azul caída no chão com seu quadro deformado e os aros apontando para o céu. Sai do carro ofegante e vai até os destroços. Não vê sangue nem um corpo. “Deve ser uma bicicleta abandonada.”

Por um momento perdera o controle. Não podia deixar que um simples e-mail o atormentasse. De volta ao carro percebe que não adianta fugir das lembranças que aquela maldita mensagem trazia. Devia confronta-las.

Da a partida e sai jogando cascalhos nos destroços da bicicleta. Ele não percebe que ela é exatamente igual a aquela na qual costumava andar quando pequeno. Se tivesse a observado mais atentamente poderia ver as iniciais AC e FC gravadas no guidão.

Essa parte está mais curta que a outra pq vou fazer as postagens de acordos com as divisões que eu fiz no texto.
DJ Angel
O veiculo de comunicação de duas rodas era na verdade era do deus Artifical Criança que fez Full Combo em vários mapas do Tártaro, mercury morreu de cancro do pulmão logo de seguida
GojiroBR
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RageTH
"vida longa e prospera"
-Severus Snape, "The Lord of The Rings" - 2001
Hamuko
"I like Zelda, he is my favourite pokémon in Final Fantasy IV"
- Mario
phelipefox

Teta wrote:

"I like Zelda, he is my favourite pokémon in Final Fantasy IV"
- Mario
:?: :?: :?: What??? como isto é possível?!?
Topic Starter
RINIYARESU KAIO

phelipefox wrote:

Teta wrote:

"I like Zelda, he is my favourite pokémon in Final Fantasy IV"
- Mario
:?: :?: :?: What??? como isto é possível?!?
Em um universo paralelo talvez... kkkkkkkkkkkk
Arcmera
Não desviem o tópico com frases aleatórias e/ou textos em latim, estou gostando da história.
JhowM

DJ Angel wrote:

O veiculo de comunicação de duas rodas era na verdade era do deus Artifical Criança que fez Full Combo em vários mapas do Tártaro, mercury morreu de cancro do pulmão logo de seguida
wwwwwwwat

also oq é latim
Bittersweet
Por isso eu dei a sugestão que dei~ E o texto em latim é um blablabla, não significa nada. Se quer saber mais googleia "Lorem ipsum"
GojiroBR
Uau, não diga que não tem significado.
Está tratando Os extremos do Bem e do Mal e Sobre a natureza dos Deuses como uma coisa qualquer...

Não é só porque um trecho se tornou um pangrama que vai passar a não significar nada.
É uma literatura ainda, está dentro do tema sugerido.
Topic Starter
RINIYARESU KAIO
Spam Emocional #3


Alice dormia no quarto. Sentado na poltrona surrada de couro tem a sua frente um copo de uísque e gelo e um cinzeiro já cheio. Do mesmo modo que Alice tinha um estúdio no jardim ele havia transformado o porão da casa em uma sala de estar à prova de som. Assim ele não incomodaria ninguém nem seria incomodado. Mas agora aquela sala, antes tomada por musicas de rock e as risadas bêbadas de jogadores de pôquer, estava tomada pelo silêncio. A grande televisão presa à parede era como uma mancha negra no meio do branco do quarto. Percebe que seus cigarros acabaram. Sua mente finalmente está lucida e ele consegue pensar nos fatídicos acontecimentos dessa terça-feira.

“Só pode ser algum tipo de maníaco. Já encontrei esses tipos antes. Não sei como ele conseguiu meus e-mails. Não consegui rastrear o IP do cretino. Não faço a menor ideia de como esse merda consegui minhas senhas.”

Lembra-se da vez que teve que desembolsar alguns milhares de dólares para fazer alguns hackers “esquecerem” algumas fotos antigas da sua mulher.
“Não é tão absurdo pensar que ele está blefando. Aquele dia foi noticiado por todos os jornais. Li uma dessas manchetes quando estava no hospital: ‘Filho de importante empresário da região morre durante brincadeira no fim da tarde’. Não tenho certeza, mas deve ter saído alguma notícia que seu irmão gêmeo passou por tratamento psiquiátrico. Qualquer imbecil poderia juntar os fatos e pronto: ameaça instantânea. Ele só estava blefando. Ninguém sabe o que realmente aconteceu.”

Era uma brincadeira. HAHA. Todo mundo iria rir. Seu irmão havia batido nele por andar mentindo. Que tipo de homem ele seria se não se vingasse? HAHA. Todo mundo vai rir. Ele substitui a corda do balanço. HAHAHA. Seu irmão iria cair de bunda no chão ao tentar subir no velho pneu faixa branca. HAHA. Mas a corda presa no velho carvalho não arrebenta e ele começa a se balançar. Para frente, para trás. Ele tenta segurar o riso. A corda arrebenta e seu irmão faz uma parábola em direção ao barranco da beira do rio. Era uma brincadeira. O grito e o som de osso quebrando. HAHA. Todo mundo riu. O sangue fluindo pelo corte na cabeça. HAHA...

O gosto salgado em sua boca o faz perceber que está chorando. O silêncio foi quebrado. Sua risada ecoa nas paredes e chega aos seus ouvidos como um som grave e doentio. A casa continua em silêncio. A loucura está presa entre as pareces brancas. A loucura quer sair.

Acessem http://cia-i.blogspot.com e vejam outras histórias, inutilidades e outras coisitas mais.
DJ Angel
cara cade coerencia
Mismagius
Li umas partes. Bem interessante. Espero que seja continuado.
- Ene

DJ Angel wrote:

O veiculo de comunicação de duas rodas era na verdade era do deus Artifical Criança que fez Full Combo em vários mapas do Tártaro, mercury morreu de cancro do pulmão logo de seguida
aloc, inb4 historia legal mas preguiça de ler tudo =(
Topic Starter
RINIYARESU KAIO
Spam Emocional #4


―Tem certeza que está tudo bem você ir para a firma assim? Não quer esperar mais alguns dias?

Tinha a sua frente um prato raso com bacon e ovos. Sentada a sua frente, sua mulher continuava a falar como se preocupava com ele e continuava a perguntar se estava bem. Ele simplesmente não ouvia o que sua mulher dizia. Em sua boca um cigarro pela metade. Antes disso nunca havia fumado durante as refeições. Antes disso só fumava quando não tinha nada para fazer e depois de transar. Sempre achou cômica a imagem dele fumando enquanto sua mulher limpava o esperma das coxas. Como nos filmes antigos.

Mas agora fumava porque precisava.

Se houvesse algum espelho na sala de jantar poderia ver o mesmo que os olhos azuis de Alice fitavam. Um rosto vazio com a barba por fazer, um sorriso já amarelado pelo uso constante dos cigarros e um estupido corte abaixo do olho direito. Estava debaixo do carro quando a chave que estava usando para soltar um parafuso espanado escapou e acabou rasgando a carne de seu rosto. Não foi um corte grande, mas achou melhor ir ao hospital por precaução. Levou dois pontos. Provavelmente não ficaria cicatriz.

(teve sorte de alguma pedra não acertar seu olho, poderia ficar cego. Ao invés disso, ficou com um pequeno sorriso abaixo do olho esquerdo)

De tudo isso restou apenas uma foto tirada por Alice na saída do hospital. Ele se sentiu um idiota ao tirar a foto e se sente um idiota toda vez que a vê na mesa de centro da sala de estar. Parecia a foto de um soldado que havia curado suas feridas e pronto para continuar matando pelo seu país.

Nada disso importava. Aparentemente o maníaco o estava seguindo. Quando chegou do hospital recebeu outro e-mail: “Agora que somos iguais novamente você teria coragem de fazer aquilo de novo?” não importava que configuração ele usasse, esses estranhos e-mails nunca eram mandados para a lixeira.

“Esse maníaco não é só um bostinha. Ele sabe o que tá fazendo. Ele deve ter feito uma longa pesquisa para saber que meu irmão tinha uma cicatriz abaixo do olho esquerdo. Como ele podia saber disso?”

―... você mesmo fala que o conselho está procurando um motivo para te desligar da empresa.

Isso é verdade. Nos dias de hoje seria impossível manter uma firma dessas proporções sem capital externo. Logico que ele era o maior acionista, mas a politica da firma permitia que ele fosse desligado das funções na diretoria. Isso não afetaria suas ações, mas sentia que devia manter o único Cougar ativo na empresa. Devia isso a seu pai.

― Eu sei. Por isso mesmo eu tenho que ir. Isso é uma coisa estupida que eu chamo de orgulho masculino.

― Agora você parece o homem com quem me casei. Ah, já ia me esquecendo – entrega uma notificação em suas mãos – parece que a fazenda dos seus pais foi liberada do período de quarentena.

Ficou realmente surpreso. Seu pai, homem pratico e racional, havia recusado vender a fazenda para o governo após o acidente na usina nuclear da região. Isso foi há 29 anos. Dificilmente conseguiria vender a fazenda por um bom preço. Pelo jeito aquelas terras radioativas continuariam na família Cougar.

Sua mulher tinha razão. Durante uma reunião que durou 5 minutos havia sido destituído da sua função no conselho administrativo. Sabia que quando eles tivessem problemas voltariam como o rabo entre as pernas pedindo ajuda. Iria deixar as coisas como estavam no momento. Enquanto esvaziava sua mesa jogou fora a bituca do quinto ou sexto cigarro do dia.

“Se tiver um pouco de sorte talvez eu morra de câncer antes de ficar louco. Vou ser enterrado com um terno branco com os braços

(e pernas dobradas em ângulos estranhos)

cruzados e os dedos do meio levantados.”

Começa a rir, mas a tosse áspera logo vem lembrar que o câncer está realmente perto. Mas a loucura está ao seu lado.
Arcmera

RINIYARESU KAIO wrote:

Sempre achou cômica a imagem dele fumando enquanto sua mulher limpava o esperma das coxas. Como nos filmes antigos.
Hamuko
MarcusTH caiu no meu conceito, não usou o link original do This guy.
AKA Fao
[Luanny]
To começando a me perder um pouquinho na história.. tá meio confuso mas tá bem legal
Topic Starter
RINIYARESU KAIO
Spam Emocional #5


Passaram-se poucos minutos do meio dia quando ele estacionou seu Mercury na garagem de casa. Na caixa ao seu lado alguns retratos e papeis que ele julgou importantes. Limparia o resto da sala na segunda feira. A garagem, sempre tão limpa e organizada como um hospital estava com uma camada de poeira sobre tudo, já que ele não havia ao menos entrado nela desde o incidente com a chave. No local onde aconteceu era possível ver gotas do seu sangue no chão de madeira. Inconscientemente toca os pontos abaixo do olho. Seu sangue

(fluindo pelo corte na cabeça... tingindo a água limpa do rio)

pequenos pontos vermelhos no chão cor de terra.

Olha para o outro extremo da grande garagem e vê a vaga vazia do Beetle amarelo de Alice. Nunca andaria naquela coisa. Quando saiam juntos usavam seu Mercury ou a velha RS2 Avant azul guardada junto do Beetle. Aquele monte de aço amarelo não lembrava em nada seu velho Bug preto fosco, companheiro de tantas saideiras durante a faculdade. Talvez, quando estivesse passando pela crise da meia idade e estivesse procurando incansavelmente a juventude perdida, comprasse um Beetle igual da esposa. Mas agora não.

Atravessa de maneira automática o gramado e toda a casa e vai direto ao bar do lado da cozinha. Acende um cigarro enquanto prepara um coquetel com saquê que vira na internet. Começaria a aproveitar essas férias forçadas de porre.

Estar sozinho na grande cozinha o deixa um pouco deprimido. O silencio pesado do local o faz pensar como se ninguém nunca mais fosse entrar ou sair por aquelas portas. É tirado de seu devaneio pela campainha ritmada do telefone. É Alice.

― Oi, Tony. O que você está fazendo em casa a essa hora?

― Você tinha razão. Fui chutado. E agora estou tomando um porre enquanto tento aproveitar minha nova vida de rico esnobe.

― Bom pra você. Enquanto isso, a plebeia aqui tem que trabalhar para garantir o pão de amanhã.

― Sabe – imita a voz de um cafetão de um seriado de TV – em troca de alguns favores sexuais eu poderia melhorar a sua situação financeira.

― Vou pensar – ouve risadas do outro lado da linha – Só liguei para avisar que vou ficar até mais tarde na galeria. Talvez chegue depois das onze.

Depois de mais alguns minutos de conversa trivial se despedem e a casa mergulha novamente no mais completo silêncio, só quebrado pelo barulho das bebidas sendo misturadas e pela tosse seca cada vez mais frequente. De certa forma está calmo, mas pode sentir a loucura crescente se esgueirando e preenchendo cada canto da casa enquanto o saquê desce queimando sua garganta e deixa um gosto amargo em sua boca.
Topic Starter
RINIYARESU KAIO
Spam Emocional #6


Está sentado na poltrona de couro surrado na sua sala a prova de som. Na sua frente, além da bebida e do cinzeiro habituais, há vários álbuns de fotos espalhados pela mesa de centro e pelo chão. Enquanto o resto do mundo usa suas câmeras digitais Alice ainda era fiel ao filme. Ela revela as fotos no quarto escuro do seu estúdio. Estão lá os registros das ultimas viagens e festas. O gelo do copo já começa a derreter. “Alice realmente está demorando.”
Na parede ao lado da escada o sistema de som toca alguns acordes destorcidos. “Marilyn Manson, suponho.” Conforme o tempo passa as lembranças ficam mais velhas. Os primeiros anos de casamentos, a lua de mel na Alemanha, as farras da época de solteiro, os anos da faculdade, as festas do colégio, os jantares e reuniões familiares, as brincadeiras de criança, o balanço

(descreve uma parábola em direção ao barranco)

na ponta do velho carvalho.

Sempre que possível seu pai arrumava as pessoas para tirar uma foto seguindo algum padrão: altura, idade, parentesco, etc., enquanto sua mãe costumava escrever os nomes das pessoas no verso das fotos. Entre todas as fotos uma chama sua atenção: formando uma estupida pirâmide etária uma foto dele com os irmãos durante uma reunião de família. Eram cinco irmãos: Ele e Fred por serem os caçulas estavam nas pontas da pirâmide, Frank estava ao seu lado, Bety do lado do Fred e no centro o Will. Apesar dele e Fred serem gêmeos idênticos, uma pequena cicatriz abaixo do olho esquerdo de Fred tornava fácil à diferenciação. Essa cicatriz foi causada por um acidente de bicicleta poucas semanas antes da foto ser tirada. Vira a foto apenas para ver a bela e curvada caligrafia de sua mãe. “Da esquerda para direita. Meus amores: Frederick, Frank, William, Roberta e Anthony.”

Seu cérebro leva um segundo para perceber que algo está errado. Olha novamente a foto. Ao lado da irmã, que estava usando um vestido rosa e botas marrons, está aquela figura pequena usando camisa branca e shorts azuis. No rosto uma cicatriz imitando um sorriso que uma criança dá ao ser pega aprontando. Era Fred Cougar.

“Teria ela se engando? Eu, às vezes, fingia que era Fred e vice versa. Mas depois do acidente isso era impossível.” Respira profundamente. “É isso. A foto foi tirada de longe e o dia está meio escuro. Isso que eu acho que é uma cicatriz por ser só uma sombra. A cicatriz dele era pequena, logicamente não é possível vê-la em uma foto tão antiga.”

Mesmo a logica falando que se trata de algum engano seu desconforto aumenta cada vez mais conforme vê aquele pequeno garoto com uma cicatriz no rosto ser chamado por seu nome, Anthony, em cada vez mais fotos. Começa a falar sozinho, como que querendo convencer a sala que aquilo é um engano, e percebe que sua voz está pastosa. Estaria ele bêbado a ponto de imaginar uma cicatriz no seu rosto de 36 anos atrás?

“This isn’t me I’m not mechanical
I’m just a boy playing the Suicide King…”

Finalmente encontra aquilo que vai provar que tudo está bem. O álbum do período da sua internação no hospital psiquiátrico.

Era um prédio branco muito grande. O belo estilo barroco do prédio quase desviava a atenção das grossas barras de metal nas janelas e do cheiro de urina, sangue, fezes e carne queimada pelos corredores. Ao menos seu pai havia pagado o suficiente para que ele pudesse ficar na ala “humana” do hospital. Lá as grades eram mais finas e o cheiro podre era ofuscado pelo uso maciço de desinfetante.

Logo provaria que todas as outras fotos estavam erradas. Anthony Cougar nunca teve uma maldita cicatriz no rosto. Ali está. Já calmo pelo uso forçado de remédios os médicos tiraram uma foto para mostrarem os progressos no tratamento. O lençol branco puxado até o pescoço cobria as correntes em seus braços e pernas.

Está perdendo o controle de novo. Na foto, um garoto com olhar vago rodeado por enfermeiras. Ela está lá. Abaixo do seu olho esquerdo, com seus cantos repuxados, a cicatriz está sorrindo para ele. Está rindo dele.

Seus gritos são abafados pelas palavras saídas do sistema de som.

“Playing the Suicide King...”

Mesmo que Alice estivesse em casa ela não ouviria o pedido desesperado de seu marido por socorro. Ouviria apenas o silencio habitual da noite.

“Calma! Simplesmente eu estou bêbado e estou vendo coisas. Quando Alice chegar nós vamos transar. Vou fumar enrolado nas cobertas enquanto ela limpa o gozo das coxas. Amanhã quando estiver sóbrio vou ver que as fotos estão normais e eu não tenho nenhuma cicatriz no rosto.”

Está alimentando essa esperança quando o telefone toca.

― Sr. Cougar?

― Sim. Quem fala?

― Aqui é o delegado James. Sinto dizer, mas sua mulher sofreu um acidente de carro e morreu no local.

Ele derruba o telefone. A sua mentira já está desmoronando.
DJ Angel
esse cara deve ter fetiche por gozo nas coxas ein

edit: sem gozo nas coxas para vc hoje
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RINIYARESU KAIO

DJ Angel wrote:

esse cara deve ter fetiche por gozo nas coxas ein

edit: sem gozo nas coxas para vc hoje
Apesar do que possa parecer sou bem normal (eu acho...)
Como eu sempre digo: mesmo que a loucura não existisse ainda seriamos loucos.
DJ Angel
loucura é relativa e depende do ponto de vista, talvez todos estejam loucos e eu são ou vice-versa
fabriciorby
oie q historia bacana
GojiroBR
Estava escrevendo uma muralha de texto sobre a loucura, mas não era legal.
Os demais contos foram melhores que o primeiro.

Sinto que em todos os seus textos, eles terminam do mesmo jeito... isto não é nada legal.
Além do seu fetiche por esperma e pleonasmo; isto não é uma epopeia.
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